sábado, fevereiro 04, 2006

Últimos filmes vistos em DVD:

“Mar Adentro” – “Viver é um direito, não uma obrigação”. Palmas (de pé) para o roteiro e a atuação de Javier Bardem. Para assistir após acordar.

“Cidadão Kane” – obra prima de Orson Welles (dane-se o clichê). Este, sim, é um dos filmes que eu compraria para a vida inteira. Obrigatório. Assista à noite.

“Intolerância” – filme do início do século passado (1916) que apresentou novidades na filmagem monocromática. O diretor de fotografia e o editor de “Traffic” devem ter se inspirado nele. Obrigatório para os que se interessam pela história do cinema. Deve ser visto de madrugada.

“Anjos e Insetos” – um belo romance dramático. Para assistir à tarde.

“Noite de São Lourenço” – outra obra de arte dos Irmãos Taviane. Merece ser revisto. Destaque para a menininha, que dá toques de humor ao drama. Obrigatório. Assista à tarde.


“Festa de Família” – primeiro filme feito dentro das regras do Dogma 95. É um filme pesado, cru, real. Assista após o jantar.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Maratona de filmes “Até que enfim estréias válidas”

“Munich” (*****), novo filme de Steven Spielberg, dizem, nem chega perto de “A Lista de Schindler”. Não posso dizer o mesmo, porque ainda não vi aquele da década passada. Mas achei “Munich” um grande filme, digno de um Oscar na mais concorrida categoria. Li alguns comentários dizendo que as mais de duas horas eram desnecessárias. Não concordo. Pelo contrário, nem senti as horas passarem e achei até que o filme merecia mais uma meia hora, pelo menos. A história conseguiu me envolver plenamente, embora não tenha surtido o mesmo efeito em alguns espectadores que saíram da sala falando “Me chamaste pra ver isso?”. Outros acusaram o filme de alguma coisa que eu esqueci o termo, mas seja o que for, tenho certeza de que o Spielberg não está nem aí. Ele decidiu contar a história sobre um ponto de vista, o que está longe de ser uma heresia cinematográfica (em ambos os sentidos) – a não ser para os closedminded. Certamente, até agora, é o melhor filme exibido em 2006. Está certo que a safra ainda não é das melhores, mas conseguiu 9,3 pontos (primeiro lugar) no meu ranking pessoal. Destaques para as excelentes: direção de arte, trilha sonora (pudera, tem John Williams na composição e regência) e fotografia; e para as atuações de Eric Bana e Geoffrey Rush (demorei para reconhece-lo).

“Flores Partidas” (***), de Jim Jarmusch conta com a atuação correta de Bill Murray e tem pequenas participações de Julie Delpy (a ex-namorada que o abandona), Sharon Stone (uma antiga namorada) e Chlöe Sevigny. É a busca indisposta de um cara em busca de seu suposto filho. Explico: no dia que a namorada o deixa, chega uma carta cor-de-rosa supostamente escrita pela mãe de seu filho que ele nunca soube que existira. Como diz a Luzia Álvarez, de O Liberal, Murray é tão bom ator que acerta mesmo quando não está fazendo nada – o que ocorre na maior parte do filme. Não é um filme comercial. Talvez por isso, alguns espectadores tenham saído da sala descontentes com o final do filme. Tal como outra espectadora citada no parágrafo acima, não tenho dúvidas de que elas prefereriam ter assistido a babaquice de “E Se Eu Fosse Você”.


Aliás, é estranho reparar como existem pessoas que assistem filmes pelos atores da Globo, e não pela história. Ou talvez pela história ser parecida com as novelinhas infames da Globo. Ao comprar o meu ticket para “Munich”, ouvi uma senhora falar no caixa ao lado: “Ei, eu quero um ingresso pra esse filme que tem aqueles atores da Globo.. qual é o nome do filme?”. Repugnante – desculpe a arrogância.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Lançamento do DOC-Tv III

Esse é um projeto organizado pela Fundação Padre Anchieta (leia-se Tv Cultura) que visa patrocinar projetos de documentários em âmbito nacional. Ano passado, dois paraenses receberam a aprovação: “O Homem do Balão Extravagante ou as Tribulações de um Paraense que quase Voou”, de Horácio Higuchi e “A Descoberta da Amazônia pelos Turcos Encantados”, de Luiz Arnaldo Campos. Este último foi exibido durante o lançamento do DOC-Tv PA III, no Parque da Residência e não me agradou. Não gostei da estrutura narrativa insuportavelmente didática. A história da chegada dos “turcos encantados” na Amazônia (Pará e Maranhão) é contada por um dos membros chefes de um terreiro de Tambor de Mina em Belém. Eu não o faria aparecer tantas vezes, o que torna o filme cansativo. Deixava-o 95% em off e o restante, apenas o seu rosto iluminado em fundo preto (como o diretor faz no início). Também no início a criatividade é maior. A opção por mostrar a invasão dos turcos em alguns países da África (desculpe o esquecimento) com peças de xadrez no mapa-múndi foi boa, embora já seja um recurso batido. Após os 30 minutos, fiquei rezando para acabar. Se eu tivesse assistindo pela tela da Tv Cultura, não agüentaria mais que isso (talvez menos) – transmissor do canal 2 ainda não é dos melhores em função do áudio e imagem transmitidas de São Paulo. Por falar em áudio, o documentário é carregado de falhas nesse quesito. E são erros não muito difíceis de perceber, como um chiado que aparece e desaparece no meio da gravação, o que evidencia que houve falhas também na edição (tanto a de som quanto a de imagem). É daqueles filmes típicos que um professor de história pode passar e pedir relatório – e que os alunos, se tiverem assunto, vão ficar inevitavelmente conversando durante a exibição. Resta esperar pra ver se o filme do Horácio será melhor. O Edvan Coutinho cogitou o lançamento na base aérea da cidade, mas ainda não está definido. Torço e acredito que o resultado será superior ao anterior.

domingo, janeiro 29, 2006

Já sei falar “pinrroule”

Por cinco reais, fiz a não tão concorrida (eu e mais três pessoas), mas muito interessante, oficina especial de pinhole com o pessoal da Fotoativa, mais especificamente com o próprio Miguel Chikaoka (ou seja lá como for esse complicado sobrenome). Após um breve bate-papo sobre câmera escura e fotografia, saímos com as nossas rústicas maquininhas de bater foto pela Praça do Carmo e, em seguida, fomos clicar a Estação das Docas. Dependendo do tempo que você deixa em exposição e também de como está o tempo, a sua foto pode prestar ou não, ficar muito clara ou muito escura. O contraste advindo do tempo de exposição é crucial. Foi uma tarde divertida e produtiva. Eu me sentia uma criança de 10 anos num parque de diversão. Fiquei entusiasmado com aquilo e fiquei bastante inclinado a desembolsar os 400 reais para fazer o “Photomorphosis”, curso de iniciação de fotografia realizado anualmente pelo Miguel, mas me disseram que ele só é aproveitável se você tiver uma câmera boa, o que não é o meu caso. Mas tenho um projeto (não muito original) de sair com dezenas de pinholes durante o Círio. Alguém me patrocina?

Maratona de filmes “Sexo, Música e Cinema”

Passei o dia na Estação das Docas, no 3º aniversário do Cine Estação. Assisti quatro filmes:

“Memórias em Super 8”, de Emir Kuturisca (*), documentário sobre uma banda irlandesa, que lembra um pouco o grupo Arcade Fire. Cenas de shows se alternam entre alguns depoimentos informais filmados dentro de uma van – de onde saem alguns comentários hilários – e algumas situações dos integrantes em família. Apesar de algumas cenas grudarem na memória (a do violinista no show; a piada sobre o Coliseu; o videoclipe em preto e branco que retrata o cotidiano incomum da banda, como o de ser convidada para tocar em velórios; a mãe se senta no piano e começa a tocar uma música clássica quando os dois integrantes, seus filhos, juntam-se a ela – para mim, a cena mais bonita). Não sei se era o sono, mas o filme é um tanto cansativo. Assim que sair em DVD, procurarei assisti-lo novamente para ver se “aparece” mais alguma estrelinha;

“Nove Canções”, de Michael Winterbottom (**) mostra o cotidiano sexual de um casal de namorados que se conheceram em um show de rock. Como disse a Laura, o filme é basicamente: uma cena de sexo – uma cena de show de rock. Existe ainda uma “história paralela” ambientada na Antártida na qual o protagonista a descreve. Mas ainda não entendi a intenção do diretor e do roteirista. Alguém cogitara ser uma alusão à gelidez (ou superficialidade) do “amor” vivido entre os dois personagens. A fotografia não apresenta novidades: closes, durante as cenas sexuais; a movimentação da platéia em primeiro plano nas cenas dos shows. O grande forte (talvez o único) da película é a trilha sonora (ou melhor, a soundtrack), o que já era de esperar em se tratando de Winterbottom, o mesmo de “A Festa Nunca Termina”, “coincidentemente”, outro filme a passar em uma comemoração de aniversário do cinema. Ao final, percebemos o quanto o filme é dispensável – a não ser que você queira se masturbar;

“Satyricon”, de “Frederico” (piada interna) Fellini veio em seguida. É uma obra de arte. Parece que estamos diante de uma pintura a óleo em movimento. A história, contudo, não é fácil de ser entendida em seu âmago. Podemos apenas dizer palavras soltas sobre “o que o filme mostra”. É daqueles filmes “cabeça”, os quais precisamos assistir mais de uma vez para entendê-lo melhor. Infelizmente, tive que aturar a arrogância de uma pessoa que eu não esperava: “Que difícil, que nada!! O filme fala sobre isso, isso, isso e aquilo [já esqueci o que ela falou exatamente, mas nada do que ela falou passou desapercebido por mim. Aliás, como eu, ela não soube contar a história do filme, embora estivesse querendo mostrar que entendera]. Não é bem aquele filme para divertir [insinuando que, por não ter entendido o filme, eu era amante de blockbostas...]...”.


“Fome de Viver”, de Tony Scott (atualmente em cartaz com “Domino”) fechou a maratona. O vampirismo recebe uma nova leitura, e é interessante observar como a dicotomia mortalidade-imortalidade retratada. Mas um fato me espantou: a personagem de David Bowie sofre de uma doença rara que o faz envelhecer rapidamente em poucas horas. No entanto, essa mudança físico-biológica ocorre com mais rapidez quando ele está no hospital, aguardando ser não-atendido pela doutora, interpretada pela Susan Sarandon. Antes de entrar e após sair do local, a impressão que dá é que o envelhecimento dá uma “brecada”. Pode ser que o burraldo aqui não tenha entendido bem os primeiros minutos e precise revê-los, o que o fez chegar à conclusão de que, neste ponto, o roteiro é falho. Entendendo ou não, se você procura um bom suspense, esta não é uma má escolha.

sábado, janeiro 21, 2006

Belém, 21 de janeiro de 2006

Há algum tempo eu escrevi sobre o ócio inevitável no ambiente de trabalho. Sinceramente, eu não tenho idéia do que eu vou fazer por lá esta semana. Os painéis da exposição já estão consolidados. Se mudar, estraga. Não estou afim de ter novas idéias de novos layouts. O que falta, eu também já disse: fotos de arquivo e o texto sobre o salvamento arqueológico em Trombetas.

As cartelas do kit da Fabielly também já estão finalizadas. A única pendência são algumas fotos que o Luiz ainda vai tirar. Penso, então, em fazer os outros vídeos sobre o projeto. O problema é que o único computador bom para trabalhar no Movie Maker (aliás, o único que o tem) está, por enquanto, reservado para o Jonilson trabalhar os produtos do Clube, já que a apresentação será dia 5 de fevereiro.

Por sinal, eu fui cotado para ser mestre-de-cerimônias da manhã de domingo mais aguardada dos "pesquisadores mirins". O nome da Giselle também foi pensado. Até agora, não me repassaram maiores detalhes.

Em breve, estarei deixando a sala do Luiz. Recentemente, ele me disse que estaria arranjando um outro espaço do prédio para eu trabalhar. Tomara que eu fique com o computador lá de baixo (Windows XP, rede, mais memória).

Em 2006 a minha tarefa será organizar um vídeo e uma exposição sobre o projeto Clube do Pesquisador Mirim, que completará 10 anos no próximo ano. Estou ansioso. Tudo indica que será um ano prazeroso e proveitoso, exceto as malditas aulas de biologia que ainda estou obrigado a assistir, mas vou levando...

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"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido..."

Se alguém souber quem é o autor, me diga.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Belém, 20 de janeiro de 2006

O meu tempo se esvai
E eu aqui, parado
Obrigado, entediado
Ouvindo um blá-blá-blá interminável
Memorize-o!
Transcreva-o!
Releia-o!
Até passar a hora de dormir
O Lexotan é dispensável
Só assim você tira 10
Após os tiros incessáveis de termos abstratos
Quem deu nome aos bois?
A vaca
No brejo
Chame-me de ignorante
Você acertou em cheio
Na sua casa tem espelho?

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É muito bom ser reconhecido por algo que gostamos de fazer. Foi só eu me meter a fazer as cartelas do kit da Fabielly que todo mundo quer que eu faça as suas. Menos o Alcemir, claro, que prefere o estilo do Jonilson (algo que vai do tosco ao brega). Já disse e repito sem falsa modéstia: o Jonilson é ótimo, excelente, como eu nunca poderei ser, em relação a desenho. Mas o conceito dele cai um pouco quando o assunto é diagramação.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Belém, 17 de janeiro de 2006

Cansado de ficar batendo papo furado no MSN, ontem à noite, na doida, fui na Fox pegar uns filmes. A noite de maratona começou com “Matei Jesse James” (década de 50), de Samuel Fuller, um clássico do faroeste, com os ingredientes principais desse tipo e trama: a mocinha, o bandido e o mocinho (que acaba sendo bandido também). Cinthy é atriz de uma companhia de teatro sem sucesso e é apaixonada por Bob, amigo mais próximo do procurado gangster Jesse James. Ao saber que o governador oferecera a quantia de $ 10 mil para quem entregasse Jesse à polícia, Bob acaba matando o seu companheiro, pensando que com a recompensa, pudesse casar com a sua amada. No entanto, a cifra recebida é bem menor do que a esperada. É quando o quadro começa a virar. Cinthy se sente mal pelo acontecido e evita Bob, oferecendo todo o seu charme a Keller, rival do seu antigo amante. Com medo de que Bob pudesse matar Keller, Cinthy pede ao último para fugir da cidade. Bob, falido, vai procurar riqueza nas minas de prata do Colorado, onde acaba encontrado Keller, que passa a ser o seu companheiro de quarto, onde se tornam amigos. Até a chegada de Cinthy, à pedido de Bob, que já estava bastante endinheirado e pede a moça em casamento. O final é trágico, mas não posso adiantar quem morre.

O segundo filme, à pedido do meu afilhado de 10 anos, foi o também em P&B, “O Homem Elefante” (1980), com a excelente direção de David Lynch. Anthony Hopkings faz um médico que fica entusiasmado ao saber da existência de um homem muito deformado fisicamente, o que é atribuído a um acidente com um elefante sofrido pela sua mãe, grávida (a primeira cena do filme). Fazendo de tudo para que o rapaz fosse morar no hospital (o que consegue, com certa insistência), ele lhe dá uma nova vida de presente, levando-o, inclusive, a uma fama de aspecto contrário à que estava submetido (como um animal em exposição em uma feira de horrores). Lynch provoca o espectador, convidando-o, assim como as demais personagens, a ser amigo do “homem-elefante”. É uma história comovente do início ao fim. EU RECOMENDO!

Em seguida – já passava da uma hora da madrugada –, comecei a assistir “Sideways” (2004), aclamado filme de Alexander Payne. Pena que aos 40 minutos do filme, fiquei impossibilitado de continuar a assisti-lo devido a intensas falhas na imagem. Fui dormir. Acordei às 9 com o meu afilhado enchendo o meu saco para assistir “A Voz do Coração”, ótimo filme francês, mas como qualquer filme, eu não agüento assistir mais de três vezes (ele já estava na 12ª vez). Claro que eu não deixei. Fomos tomar café, escovar os dentes, e o quarto filme foi injetado no aparelho de DVD: “Felicidade Não Se Compra” (década de 40) – esqueci o nome do diretor. Um homem que sempre ajudou os outros sem pedir nada em troca, está desestimulado da vida, devido a falência da empresa de seu pai, e acaba pedindo que nunca tivesse nascido. Ouvindo isso, um anjo cai e torna o seu pedido real, mostrando como seria a vida da cidade sem ele. Se você é um espectador paciente, aguarde a primeira hora do filme para que isto ocorra (rs). Pela mensagem que passa, foi o melhor do fim de semana. EU RECOMENDO!!!

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No Museu, a exposição entra na reta final. Todos os painéis já estão praticamente prontos, faltando apenas algumas fotos e os textos do terceiro painel (que estão fora da minha responsabilidade). Ontem e hoje, mostrei o projeto à equipe. Mudei a chamada (o painel de entrada), baseado na sugestão do Luiz, para que eu utilizasse a mesma foto estampada nos cartazes de divulgação do Projeto (uma na qual há um menino negro em primeiro plano, e o rio, com algumas árvores semi-submersas, ao fundo). Nenhuma crítica negativa quanto à programação visual. Escaneei algumas fotos que foram solicitadas para acrescentar ou substituir em alguns dos painéis. Agora, só falta a parte chata, os detalhes: inserir setas nas legendas (para as pessoas que sofrem de faltam de atenção) e fazer uma revisão geral no layout de todos os painéis para avaliar possíveis diferenças na disposição dos elementos.

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[x] O carma de Sideways
Ao devolver os filmes na Fox, falei que não consegui assistir o filme de Alexander Payne, devido as falhas na imagem (que começaram a aparecer na 13ª faixa). Eles testaram, e... tudo normal. Deram-me, então, outra cópia. Cheguei em casa, coloquei o DVD no aparelho. Até que chega na 17ª faixa e... tudo bosta. Retorno à Fox, falo a mesma coisa, eles fazem a mesma coisa, e eu vejo a mesma coisa: tudo normal. Após uma leve discussão, decido não levar mais o filme e eles têm o bom senso de não me cobrar. Tudo bosta.

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[x] 2006 Golden Globe Awards
Como já era de se esperar, o Sbt começou a transmissão 20 minutos após o previsto (9 e meia da noite). A Analice Nicolau estava insegura e não soube conduzir o programa, que foi salvo graças aos comentários do Rubens (REF). Eles começaram com uma reportagem especial sobre a história da premiação, outra sobre o diretor Fernando Meirelles, primeiro brasileiro indicado como melhor diretor ao GG, e em seguida, mostraram uns cinco minutos do tapete vermelho (com o sinal da NBC).

O primeiro prêmio da noite foi para George Clooney, como melhor ator coadjuvante em filme, por “Siryana”, que o recebeu das mãos da Natalie Portman, que estava parecida com a Winona Ryder, com aquele cabelo. Em seguida, a atriz Rachel Weiss subiu ao palco para receber das mãos de Adrien Brody o GG de melhor atriz coadjuvante pelo filme “O Jardineiro Fiel” (para nós, foi, com certeza, o grande momento). A câmera mostrou o Meirelles muito sorridente e emocionado com a vitória da atriz dirigida por ele.

Mas o momento mais engraçado foi o discurso de Geena Davis, ao ganhar como melhor atriz de série dramática por “Commander in Chief”: “Hoje, no tapete vermelho, uma garotinha de vestido azul puxou o meu vestido e disse que graças ao meu papel seria presidente dos Estados Unidos.” Aplausos. “Pena que isso não foi verdade.” Gargalhadas na platéia. Geena, com a cara mais cínica do mundo continua: “Mas seria muito legal se essa menina existisse.” Alguns minutos após a atriz sair do palco, o ator Hugh Laurie sobe para receber o prêmio de melhor ator de série dramática: “Eu fiz uma lista aqui de 172 nomes para agradecer. Vocês estão prontos? Bom, como eu sabia que isso não seria possível, eu escrevi os 172 nomes em papeizinhos, coloquei todos no meu bolso esquerdo e vou sortear três. Os outros que não forem sorteados, saibam que estão no meu bolso.” Hilário. O curioso é que foram discursos de dois atores que ganharam atuando em drama. Engraçado mesmo foi ver a cara do Rubens ao ser anunciado que o filme “Empire Falls” ganhou o GG de melhor minissérie/filme para tv. Minutos antes, ele havia dito que era o mais insuportável dos indicados, que havia dormido ao assisti-lo.

A melhor série de drama foi “Lost”. A ótima “Desperate Housewives” (ull!) foi eleita pelo segundo ano consecutivo (em seu segundo ano de exibição) a melhor série de comédia, mas na categoria de melhor atriz em série de comédia, uma surpresa: as quatro atrizes do seriado estavam indicadas, mas quem levou o GG pra casa foi a linda (e até então desconhecida) Mary-Louise Parker, por “Weeds”.

Legal foi ver a Sandra Oh levando o prêmio de melhor atriz coadjuvante de série/minissérie/filme para tv.

“Walk The Line” levou três prêmios: melhor atriz em comédia/musical (Reese Witherspoon, que agradeceu ao marido – o também ator Ryan Phillipe - e aos filhos), melhor ator em comédia/musical (Joaquin Phoenix) e melhor filme de comédia/musical.

John Williams ganhou o GG pela trilha sonora de “Crônicas de Nárnia”.

Os prêmios principais da noite foram todos gays: Felicity Huffman foi premiada como melhor atriz em drama pelo seu papel de transsexual em “Transamerica”; Philip Seymour Hoffman, como melhor ator em drama por “Capote”, onde interpreta o cantor americano (alguma coisa-Capote), que era gay; “Brokeback Mountain”, romance sobre dois cowboys gays, faturou os prêmios de canção original, roteiro, direção (Ang Lee) e foi eleito o melhor filme dramático do ano.

Como melhor filme estrangeiro, a Hollywood Foreing Press Association (HFPA), escolheu o palestino “Paradise Now”. (Ainda bem que não foi a porcaria do “Kung-Fusão”!)

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Faltam 27 dias para o início das aulas!